terça-feira, 7 de setembro de 2021

Eu sou a presa que aprendeu que junto a gente mata o predador

We'll fight together: meu lado da luta – foto de Luana Silva (@_infitete) 

Em quase três anos de atuação no Jornalismo (e já dentro do governo bolsonarista), essa foi a primeira vez que fui fazer uma cobertura de seus apoiadores. Antes de ir, um misto de sentimentos entre o medo, raiva e desprezo. Na volta, tristeza. Difícil ver o que o país se tornou, o que seus símbolos se tornaram – tenho repulsa pela bandeira nacional e os hinos, ao menos dentro do contexto político. Eles usurparam uma coisa que era nossa para eles e suas ideias completamente delirantes.

out of who??????? – foto autoral

Num passo a passo do caminho até o ato, a preparação parecia que eu estava indo para a guerra, mas é a sensação que dá quando você vai se inserir em um meio que lhe odeia (eles odeiam jornalistas, afinal).

Cuidados com a pandemia (pff2 e álcool em gel no bolso), tênis, roupa neutra (leia-se nada vermelho), lenço discretamente inserido no look pro caso de precisar, água, caneta? No bolso. Bloco de notas? Mental. Celular? Com cuidado. Quem me conhece, sabe que uso um colar com meu nome e... Escondi. Carro de reportagem? Há alguns muitos metros antes da concentração para não correr risco de represália. "Se atacarem, evite responder" "Não se envolva" "Se tiver confusão, se afaste" e tantas outras orientações temerosas de quem sabe que nossa realidade não é das mais agradáveis.

Quanto a isso, todas as minhas expectativas não foram necessárias. Foi tranquilo, fiquei bem, não fui identificada e também não sofri ataques. Mas tudo que eu vi, me fez entender melhor porquê, afinal, eu estou do outro lado da luta.

Teve um momento em que todos eles levantaram suas bandeiras, colocaram o hino para tocar e cantavam alto, com a mão livre apoiada no peito e toda aquela ideia de patriotismo e, nesse exato momento, olhei aquilo tudo e senti um nó na garganta. Foi o primeiro dos muitos momentos em que eu só queria sair correndo dali e chorar. "O Brasil tá lascado", já diria aquele ex-bbb, né? E tá mesmo. Tem uma força muito forte lutando contra isso (ainda bem!), mas até lá, a gente tá muito lascado mesmo.

pária amada, brasil – foto autoral

Quase 600 mil mortos por covid-19, alta nos preços de produtos básicos, do gás de cozinha, da gasolina, da conta de energia elétrica, negligência por parte do Governo Federal em relação à vacinação contra o novo coronavírus... Comemorar o quê?

E como para tudo nessa vida eu encontro uma música (ou um episódio de série), enquanto me arrumava para o plantão jornalístico, repetia na cabeça: "eu sou a presa que aprendeu que junto a gente mata o predador" e tentava manter firme as imagens dos protestos que antecederam o que fui cobrir. 7 de setembro também foi dia de luta contra esse governo genocida. Entre independência ou morte, vamos de independência. Sem fascismo, sem ditaduras. 

Até lá, we'll fight together.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

The Bold Type une o melhor de dois mundos e abandona representações convencionais das mulheres na moda

Foto: divulgação 

Com o passar dos anos, a moda se tornou uma paixão cada vez mais forte. Compreender que a forma que me visto também é um meio de me comunicar e me posicionar me fez ter não só mais cuidado com a mensagem que estou passando, mas também se transformou em um processo de autoconhecimento. Vai muito além de saber combinações e estilos, mas saber como se expressar também utilizando o vestuário. 

De qualquer forma, essa não é a discussão principal aqui. Por conta dessa paixão crescente pelo universo fashion, tenho consumido mais produções voltadas para essa área e uma delas une dois amores em um só: Moda e Jornalismo, na série The Bold Type.

TBT é daquelas séries que eu bato o olho e tenho certeza que vou gostar somente em ler a sinopse. A produção retrata a dinâmica de uma revista de moda, a Scarlet, com três protagonistas que trabalham em setores diferentes: Jane Sloan (Katie Stevens), a jornalista e escritora; Kat Edison (Aisha Dee), a diretora de mídias sociais; e Sutton Brady (Meghann Fahy), que começa como assistente e depois passa para o departamento de moda. 

Além do dia a dia dentro da Scarlet Magazine, ainda acompanhamos a vida dessas mulheres fora do trabalho, ou seja, isso envolve relacionamentos, a amizade entre elas e questões sociopolíticas.

"Quem me conhece, sabe..." era impossível não me apaixonar.

Dentre as coisas que mais gosto na série, talvez a maior delas seja a verdadeira intenção em fugir de determinados estereótipos ligados às mulheres e, principalmente, à Moda. Jacqueline Carlyle (Melora Hardin, "Jan" em The Office) é a editora-chefe da Scarlet, ela é uma personagem inspirada na ex-editora da revista Cosmopolitan, a Joanna Coles, e vai na contramão do que já é conhecido universalmente como perfil de mulheres em cargos de chefia no mundo fashion – e nas revistas da área. Um exemplo claro disso é a Miranda Priestly em "O Diabo Veste Prada".

Ao invés de soar de forma arrogante, egoísta e megera, Jacqueline se mostra uma chefe compreensiva, por muitas vezes conselheira e disposta a brigar pelos valores que acredita – e pelos seus subordinados sempre que eles precisam. A personagem carrega doses perfeitamente equilibradas da imposição que pede o cargo, mas sem perder a humanidade necessária. Além disso, a história dela é permeada de nuances mais complexas que apontam pouco a pouco como se deu a construção do seu caráter e também da sua carreira.

Esse é outro ponto muito positivo da série. Ninguém é perfeito, todo mundo erra e está constantemente aprendendo com esses erros. É fácil gostar de algo quando trazem na tela gente como a gente e esse debate se estende na questão da representatividade. Em um ambiente repleto de padrões como a moda, The Bold Type chega com personagens brancos e heteronormativos (meio óbvio, né), mas também com negros em posições de poder, contrapondo a estrutura racista que geralmente compõem as representações de raça em telas, e relações homossexuais retratadas com a normalidade que a pauta deveria ter sempre.

Alex, Oliver e a própria Kat são os principais exemplos, além de Adena, uma fotógrafa abertamente mulçumana e lésbica. Inclusive, a questão da sexualidade também é debatida com muita competência, com um enfoque responsável na personagem Kat que está se descobrindo bissexual e transmite todas as inseguranças que o processo naturalmente tem. 

Feminismo, sororidade, meio ambiente, política, maternidade, saúde da mulher, sexualidade, raça e racismo, religião, direitos humanos, amizade, gordofobia e padrões estéticos, machismo e tantas outras coisas são abordadas de forma natural, sem firulas e possibilitando fácil identificação com o telespectador. É a vida real – um pouquinho gourmetizada em paetês e viagens à Paris.

A série foi cancelada em sua quinta temporada e quatro delas estão disponíveis na Netflix. Vale a pena dar uma chance à produção.

Se tudo isso que eu comentei ainda não for suficiente, complemento destacando o tanto de gente linda presente lá (DAN JEANNOTTE MEU AMOR) e a trilha sonora impecável, com direito a uma das atrizes cantando em alguns episódios. Ah, e claro, sem contar os lookinhos impecáveis e de dar inveja a qualquer um. Era só um closet igual o da Scarlet na minha vida! 


Au revoir.

sábado, 12 de junho de 2021

Uma nota de repúdio aos amores difíceis




Eu sempre me considerei uma pessoa romântica, daquelas incuráveis, que acredita em amores arrebatadores e intensos toda vida. Mas, hoje percebo como somos ensinados a crer e esperar um amor difícil.

Para quem ainda não sabe, eu tenho um podcast junto com uns amigos, o Clube do Café da Manhã, e no episódio desse sábado indicamos filmes de romance para embalar esse dia dos namorados. Enquanto eu pensava nos filmes que iria escolher para recomendar na gravação, essa coisa do amor difícil ficou ainda mais clara pra mim.

O amor difícil é extremamente comercial. Vender essas ideias de ultrapassar todos os obstáculos, de precisar terminar e reatar, de ter que sofrer até dar certo, de uma série de brigas, da ideia dos opostos que se atraem, tudo isso é rentável para o cinema, às vezes para a música, para a literatura, mas custa muito caro para a vida real.

Crescemos bombardeados com esses ideias de amor e vivemos a vida toda esperando pelo romance da linha tênue entre o amor e o ódio, da pessoa que não vai ter nada a ver conosco, mas temos que fazer dar certo. A gente se nutre tanto do desejo pelo amor difícil, que supera tudo, que não acreditamos no potencial do amor leve quando ele cruza nosso caminho.

Digo isso porque estou cercada de pessoas incríveis que sofrem por pessoas que não as valorizam (ou valorizaram), que complicaram as coisas, que alimentaram mais o sofrimento do que o carinho... E essas pessoas acabam deixando passar despercebido outras possibilidades, porque a paixão é tão arrebatadora que cega e simplesmente fechamos os olhos para o que foge do que estamos acostumados.

Inclusive, recentemente a Bruna Marquezine deu uma entrevista falando sobre como precisou fazer terapia até entender que o amor não era algo conturbado. Que era para ser parceiro, tranquilo, na base do diálogo. A internet em peso idealizava como meta o relacionamento da atriz com o Neymar, mas olha no que deu. Entende?

Não estou dizendo aqui que no amor é tudo perfeito, longe disso. Na verdade, a imperfeição é um ingrediente essencial para o amor. O que eu quero dizer é que não é pra ser doloroso e sofrido. As brigas, os obstáculos e dificuldades vão existir sempre, mas no amor tranquilo há espaço para o diálogo. Nem tudo precisa ser uma briga que deixa com aquelas sensação de pratos quebrados e garfos arranhando.

Por tudo isso que citei aqui, eu tenho uma ~relação de amor e ódio~ com o filme Diário de Uma Paixão, porque ele vende essa ideia de que o amor é difícil. 

1) "Não concordavam muito. Na verdade, quase nunca concordavam. Estavam sempre brigando. E se desafiavam a cada dia. Porém, apesar das diferenças, tinham algo em comum. Estavam loucos um pelo outro."

2) "Não será fácil. E teremos de nos empenhar a cada dia. Mas quero fazer isso porque te quero. Quero tudo de ti, para sempre, você e eu. A cada dia."

As frases aplicadas em contextos diferentes do apresentado no filme podem até soar melhores, mas durante o longa-metragem, hoje elas me incomodam um pouco. Não quero estar com alguém para viver constantemente discutindo e que ter sempre a sensação de precisar me esforçar demais (não digo em questão de dedicação, mas em esforço mesmo) para conseguir estar junto, me entende? Tô exausta do amor difícil.

É por isso que, com o passar dos anos, meu filme de romance mudou. Porque a minha percepção do amor mudou. Continuo uma romântica incurável, mas hoje, quando idealizo algo a partir do cinema hollywoodiano, por exemplo, torço para viver algo semelhante ao retratado em Questão de Tempo (About Time, em inglês). 

Inclusive, foi a primeira das minhas indicações no episódio.

O filme não só retrata a naturalidade do se apaixonar, sem a necessidade do clichê do amor e ódio, mas com a leveza de viver um dia após o outro, de conhecer o outro, entender sua história, quem ele é, de aproveitar a rotina e não enxergar isso como um problema. Pelo contrário, "que bom estar junto há tanto tempo que temos uma rotina", sabe? Nem tudo precisa ser sempre uma cena épica de romance hollywoodiano. As sutilezas do dia a dia do amor marcam bem mais, acredito eu, pelo que já vivi e pelo que vejo em casais que tanto admiro.

E, em Questão de Tempo tem uma história secundária que trata exatamente tudo isso que falei aqui. Amores difíceis precisam de um basta. Foi por crescer enxergando esse tipo de meta de relacionamento que existe toda uma geração que se vulnerabilizou e envolveu em relações tóxicas e abusivas. Nos ensinam errado e depois nos julgam ao cair em poços sem fundos.

Nesse dia dos namorados, fico feliz de ver tantos amigos em relacionamentos saudáveis, vivendo seus amores leves e me dando mais ainda certeza que o amor não é difícil. A convivência pode ser seus atritos, afinal somos seres diferentes, mas as coisas são mais simples com o amor tranquilo. E, para aqueles que ainda sofrem e se encontram presos nas amarras de um amor passado, que machucou, que sofreu ou fez sofrer, que você se liberte disso um pouco mais a cada dia, é só uma 'questão de tempo'. Além disso, também se mostre disposto. O Amor é para ser leve, não esquece. Se abre para a vida e não deixa que o coração partido te blinde de sentir. Às vezes tem tanta gente nos amando do jeito certo e a gente insiste em olhar para o lado errado. Para de olhar para trás e enfrente, a vida é em frente.

Outro dia eu volto aqui pra falar sobre a minha segunda indicação nesse episódio do clubinho e sobre como está tudo bem os amores "caírem na rotina". 

Ps: Questão de Tempo está disponível na Netflix e o podcast Clube do Café da Manhã você encontra no Spotify, Deezer, Amazon Music e outros agregadores aqui.


Au revoir.

sábado, 3 de abril de 2021

Há beleza também no silêncio


Tem uma música que eu gosto muito - de uma banda que eu gosto mais ainda - que diz assim: "tá chovendo dentro dela quase que um temporal..." e tem sido dias assim por aqui. Dias em que o caos que está no mundo lá fora, me atravessam e transformam as coisas em caos aqui dentro também. Acredito que isso faz parte de quem eu sou (com mania de absorver tudo de todos), do meu trabalho (é meio difícil se desligar das notícias estando nos bastidores delas) e da situação do mundo mesmo, ainda mais do Brasil (quem não tá surtando, não tá entendendo), e tenho aprendido a lidar aos poucos.

O que eu quero dizer com tudo isso é que, devido a tanto caos, às vezes é complicado silenciar. Aquietar. Colocar a vida no mute e olhar pra dentro, entende? E foi isso que Sound of Metal me lembrou, me resgatou e me permitiu sentir. Traduzido no Brasil para O Som do Silêncio, o filme do diretor Darius Marder nos leva a um lugar de percepção da beleza das coisas através de um novo ângulo. O filme, como eu bem descrevi no Letterboxd, é de uma empatia inquietante e agoniante, em inúmeras vezes. A sonoplastia aliada à atuação de Riz Ahmed entregam um filme sensível, intenso e silencioso em vários momentos, nos trazendo reflexões sobre coisas da tela e coisas de dentro de nós também.

Acompanhamos a transformação na vida de Ruben, o protagonista, quando ele - um baterista de rock - se vê perdendo a audição quase que completamente; restando mais ou menos 20% em cada ouvido, conforme o filme mostra. A partir disso, ele precisa reaprender a viver, se entregando a compreender a vida a partir dos outros sentidos: da visão, do tato, do olfato e do paladar. Só que, além disso, ele precisa compreender a vida também a partir da audição, ou da falta dela.

A cena final do filme reforça essa mensagem. Depois de conseguir fazer uma cirurgia para implantar o aparelho auditivo que o ajudará a ouvir novamente, Ruben passa a conviver com os ruídos causados pelo equipamento. Dado momento, isso chega a ser incômodo - até para nós, telespectadores, já que ao longo do filme ouvimos o mesmo que ele - e é aí que ele percebe que é possível haver beleza no silêncio também. Os minutos finais do filme nos presenteiam com um silêncio contemplativo que olha mais para dentro de cada um de nós do que para a tela em si. O sol, as crianças, a arquitetura, tudo parece ter uma nova perspectiva através do silêncio. Assim é a nossa vida também.

Às vezes é preciso calar para ouvir. Nem que seja a voz de dentro.

Au revoir.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Dos meus antigos mp3 às minhas playlists no Spotify (finalmente!)


Minha educação musical possui vários pilares, mas, provavelmente, o mais forte deles tenha sido a MTV. Crescida em plenos anos 2000, considero impossível não ter sido influenciada pelas telas do antigo canal 7 da televisão aberta. Vale ressaltar que ~naquela época~ a MTV ainda podia ser considerada como um lugar de músicas boas, clipes legais, programas de tv de entretenimento que valiam a pena e encontros com a cultura pop estadunidense, enquanto no Brasil, era o refúgio dos emos (eu aqui!).

Mas, o ponto é que, foi através da MTV que conheci muitas das minhas bandas preferidas - que me mantenho ouvindo, religiosamente, todos os dias, pelo menos alguma música de alguma delas. Inclusive, às vezes tenho a sensação que minha playlist parou no tempo, naquela adolescente sentada no sofá, em frente a televisão, esperando o clipe de Hevo84 passar no Acesso MTV ou na ansiedade pela música nova da Avril Lavigne no MTV Hits.

E onde eu quero chegar com tudo isso?

Uma dessas bandas, dessas fortes influências que tenho na vida, é o Forfun. Como parte da minha vida, a banda que cresci ouvindo firmou partes dos meus princípios, direcionamentos políticos e ideais que acredito até hoje - ainda que isso tenha se perdido um pouco entre os integrantes (cof cof RC cof cof). Mesmo depois do fim, sigo uma fã ferrenha de Forfun e, imagine a minha felicidade ao ver anunciada nas redes sociais da banda que o meu CD preferido deles finalmente entrará nas plataformas digitais.

O Teoria Dinâmica Gastativa é, pra mim, um dos álbuns mais característicos do que o Forfun era e da mensagem que queriam passar. Na verdade, a discografia da banda acompanha as mudanças e amadurecimentos dos próprios integrantes, passeando por diversos estilos e mensagens, sem se perder no propósito de ser político e crítico, antes de tudo. Até mesmo na oposição, devo admitir. Considerado como o primeiro álbum oficial, apesar de ter o Das Pistas de Skate às Pistas de Dança antes disso, o TDG carrega a maioria das minhas músicas preferidas da banda - incluindo Viva La Revolucion, que segue mais atual do que nunca. E sigo me preparando para escutá-lo novamente, sabendo de todos os caminhos que Forfun trilhou depois dele, incluindo a separação.

“Ser bem sucedido não é ter um Audi A3, é ter lucidez e não se entregar à estupidez. Nasce de você a revolução, sufocada atrás da inércia, amplifique a forma de pensar… Nasce de você a revolução, sufocada atrás da inércia, sem limites faça a expansão e amplie a sua visão…”

Para mim, é especialmente difícil ouvir VLR sem lembrar das razões políticas que levaram a separação da banda. Mas, mesmo assim ou apesar disso, quando minha playlist passeia até Considerações, no último álbum da banda (o NU), eu consigo entender o pensamento de quem fez o que fez, ainda que não concorde. O sentimento é de mensagem certa, lado da justificativa errado.

“Não vou levantar bandeiras que delimitem qualquer fronteira e nem concordar com tudo o que se diz por aí, pra tudo existe um oposto, não se discutem questões de gosto, então cuidado ao interferir (...) Foi só com uma certa idade que compreendi que a dualidade é a didática usada pelo céu...”

E como não perco a mania dos meus devaneios entre os textos, termino esse de coração quentinho pela chegada do TDG e pronta para todas as emoções que ele vai me despertar - na eterna gratidão de ter o Forfun como uma referência.


Au revoir.
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